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sábado, 27 de setembro de 2008

Tratado de Lisboa e a unificação de forças

Dentre as várias tentativas de estabelecer uma união aduaneira pelo mundo a União Européia (UE) realmente é um casa único de grande força. É muito mais do que um bloco econômico. Diferente do nosso Mercosul, do Nafta, a UE trata-se de uma união de idéias que fizeram um continente fragilizado por duas guerras terríveis, agora, renascer para o cenário internacional.

Mas para entender os diferentes blocos comerciais, a resposta está na diferenciação de bloco econômico, com objetivo de unir política econômicas para tornar mais competitivo certo grupo de Estados e união aduaneira, que exige uma relação e integração mais profunda, com regras de conduta e não simplismenteque nas economias dos seus integrantes.

Entretanto a UE precisava modificar seus mecanismos, pois foi projetada para cerca de doze nações, e hoje já conta com vinte e sete, podendo crescer mais ainda daqui alguns anos. Era preciso melhorar mecanismos que estavam ultrapassados. Neste cenário surge o Tratado de Lisboa, assinado pelos Estados-membros na capital portuguesa.

O documento criou os cargos de Presidente da União Européia e de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros. O Tratado reorganiza a divisão do poder dentro da UE, dando aos maiores Estados mais força.

O mais interessante neste tratado é que o mesmo define que algumas situações serão decididas por maioria, como Política externa e de defesa e negociações comerciais, por exemplo, enquanto outras situações permanecem por concenso. Foi modificada a divisão do Parlamento Europeu, onde, agora, os países mais populosos contam com mais representantes.

A continuar dessa forma, a União Européia sai cada vez mais fortalecida em um cenário internacional que exige união e cooperação para se atingir os seus objetivos de mercado. Imaginem se o Mercosul fosse organizado dessa forma???

Por Phelipe Cavalcante

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